segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Adaptação

A adaptação escolar tem sido um momento muito difícil para mim.

Nos primeiros dias ela saiu correndo em direção para sala de aula, e parecia não querer saber da minha presença, mas uma semana se passou e as coisas mudaram...




Não quer ficar na classe e chora muito quando eu saio.

Meu coração ainda está em pedaços, mesmo sabendo que é uma fase.

Mas será que tenho ainda várias fases de separação com minha filha?

Então ser mãe é sofrer?

Quero buscar a felicidade mais do que as tristezas, pois o choro se tornará a alegria dela no futuro.

Acalentar e abraçar em qualquer momento de sofrimento não significa amar.

Amar também significa deixar livre, deixar crescer...

Assim me sinto também como filha de Deus... As vezes choro e não sinto seu abraço, mas sei que Ele vem me buscar no final da provação... E essa provação se tornará em benção na minha vida, e me sentirei feliz aonde Ele escolheu me colocar


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Cada um faz o que quer


“Doutora, quero que a senhora passe uma vitamina para o meu filho porque ele não come na-da. Aliás, o garoto  já tem 5 anos e só toma leite na mamadeira. Não quer arroz com feijão, detesta fruta, mas acaba com um pacote inteiro de biscoito. Depois da escola fica parado na frente da televisão. Vai ver que é por isso que ele está gordinho. O que a senhora acha que eu devo fazer?”
Era assim que muitas consultas começavam: uma demanda no estilo clientesolicitando serviço específico, algumas perguntas retóricas e um tom queixoso e insatisfeito. Posso adiantar: o papo era longo. Divertido (pelo menos para mim). Revelador. Um abacaxi enorme para ser descascado na consulta de pelo menos 1 hora. Obviamente o problema não era falta da vitamina, mas uma sucessão de hábitos e comportamentos equivocados. E quer saber? Muitos não gostavam da gente se intrometer nas manias da família e diziam francamente:Dá para passar logo a receita?
Mas você já ouviu variantes assim.
“Rapá, estou endividado até o pescoço. Meus cartões estouraram, meu nome sujou na praça. Mas também com essa mulher que só gasta. Os filhos só querem marca de grife. Estou pensando em um empréstimo. Só para aliviar.  Pelo menos agiota não faz pergunta. O que você acha?”
“Menina, tenho que emagrecer até o casamento da fulana! Amanhã mesmo começo uma dieta que uma amiga recomendou. Infalível. Ela me disse que tem como conseguir um remédio que tira a fome, tudo natural, você sabe. Dá para perder dez quilos em um mês. Vai valer a pena o sacrifício. Sacrifício não é para sempre. Depois? Depois volto para minha feijoadinha e meu choppinho.”
Falando sério. Cada vez que ouço uma dessas me convenço que não existe mesmo esse negócio de “milagre-mágica”. Cada vez menos acredito em versões onde a culpa é exclusiva do mocinho ou do bandido. Como é fácil o discurso impregnado pela síndrome do “vivo arranhado mas não largo o meu gato-meu emprego-meu estilo de vida-minha religião-meus preconceitos”. E por aí vai.
Ainda quando pedem uma dica, as pessoas só vão fazer o que realmente querem. As pessoas ouvem só o que querem ouvir. Podem ver e constatar uma infinidade de coisas  - vão reter, no fundo, no fundo, só o que querem. Vejo isso pelos diálogos nos consultórios, nas rodas de amigos, nas famílias, nas empresas, nos relacionamentos disfuncionais, nos hábitos cultivados de inveja, de teimosia, de exercícios físicos ou alimentação.
Estamos fazendo somente aquilo que queremos, desde o princípio. Honestamente, para que pedir conselhos? Cada um faz o que quer.
“Cada um faz o que quer” não é um imperativo – é um fato, uma constatação! Não se esqueça. Nossas ações (ou omissões) feitas em livre e espontânea vontade terão seu desdobramento natural da mesma forma como uma semente plantada sob a terra dá seu fruto. Manga dá manga. Laranja dá laranja. Não espere frutos de paz se a semente foi desconfiança, crítica, desamor. Não culpe infantilmente outros ou a “deus”/Deus pelo dia da sua colheita. Acredite ou não, esse dia chegará.
Mas como eu dizia, cada um faz o que quer.
HBP, 18/07/2012

Fonte: Blog Timilique: http://tiatiz.wordpress.com/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Um pequenino está a me ver

"Cuidadoso homem devo ser;
Um pequenino está a me ver.
Não ouso me desviar
pois temo que ele vá se desencaminhar.

Jamais posso escapar de sua vista
O que ele me vê fazer ele imita
Assim como eu ele diz que será,
o pequenino que está a me olhar.

Tenho de me lembrar
quando as estações estiverem a passar,
Estou moldando para os anos que hão de vir - 
Esse pequenino que está a me seguir.
(Autor Desconhecido)


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O verdadeiro preconceito



Ontem entrei em uma loja de roupas infantis e me interessei por um sapatinho.
Quando a atendente me falou o valor, fiquei impressionada como era mais caro dos outros que já havia comprado da mesma marca.
Foi na hora que ouvi o comentário: "Imagina, são só R$70,00 mais caro, pouquinha coisa"

Ou eu estou sem noção de valores, ou realmente muitas pessoas não dão valor ao dinheiro.
E para piorar a história perguntei se parcelavam e ela continua "Nesse valor? Acho difícil".
Mesmo que a situação financeira dessa moça estivesse super bem, não compactuo com a idéia de que existam valores "pequenos". Para mim, 1 centavo é dinheiro.

E mais, não tenho vergonha de pedir desconto, e insisto no troco devidamente justo quando são moedas, o que ao contrário de muito estabelecimento por aí que negligencia os trocos em centavos.

O Brasil não liga para moedas....Nos esquecemos que de "Grão em Grão a galinha enche o papo". O fato na realidade não é o papo da galinha mas sim a postura das pessoas.

O que tenho percebido infelizmente, é que não existe preocupação com o futuro financeiro e sim a IMAGEM do HOJE é o que realmente interessa.

Se você tem um carro utilitário moderno, o manobrista abre os olhos, e a dona da loja te recebe de sorrisos largos.
Tente entrar com um fusquinha, óbvio que no modelo antigo e repare na expressão das pessoas.

Infelizmente tenho presenciado casos assim em vários lugares de São Paulo e cheguei a conclusão que o maior preconceito não são com as minorias que tanto falamos. O verdadeiro preconceito aparece no DINHEIRO. 
Muitos levantam a bandeira contra o preconceito. Mas muitos desses mesmos revolucionários não levantam a mão para um simples ser humano que estuda na escola pública e anda de ônibus.

Não importa ter o dinheiro, mas sim aparentar tê-lo. Essa é a regra.
Eu falo "aparentar", pois sei que existem pessoas milionárias que não demosntram o que tem e são,  já ao contrário de muitos que se individam a qualquer custo por uma imagem mentirosa.
E a maioria de nós não enxergamos isso.

"Eu defendo a sua causa se você for um descriminado RICO, mas se for pobre... Ah se for pobre, eu não estou nem aí para você e seu sentimento de exclusão."

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Mudando minha vida...

"A vida é como um quebra-cabeças: deveríamos parar de tentar encaixar as pessoas onde elas não cabem" Autor Desconhecido

Só agora, se é que posso dizer só, é que percebi o quanto tentei encaixar algumas pessoas importantes na minha vida, em lugares que só estavam na minha cabeça, não na delas.

Impondo e não aconselhando, foi assim que durante anos posso ter enfrentado muitos a minha volta.

Hoje colho algum distanciamento, frieza e sinto arrependimento.

Mas graças a Deus, arrependimento tras fruto, crescimento e novidade de vida.

Hoje percebo que tenho e devo entregar os que amo nas mãos de Deus.

Orar, e mais do que tudo, ser exemplo sem impor algum modelo típico e sem personalidade.

Quanto menos falamos, mais querem nos ouvir.

É isso que tenho aprendido da vida, com sofrimentos e separações. Mas nunca é tarde para recomeçar.