segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Família, a grande base!


Uma vez, eu ouvi que nos revelamos quem realmente somos, quando estamos sozinhos. Mas ultimamente tenho pensado que nos revelamos no meio de nossa família, com os nossos pais, irmãos e depois com aquele que se tornou seu cônjuge, e convive com você diariamente.
Palavras duras e diretas constantemente são trocadas para essas pessoas mais íntimas. Parece que tudo que vem contra você durante o dia, é descontado imediatamente em quem amamos. Como podemos amar e ao mesmo tempo maltratar?
Ao acreditarmos que podemos afirmar o certo ou errado no outro, não pensamos em conseqüências destrutivas. A questão não é o falar,pois a falta de diálogo também é destrutiva, mas sim, a sua FORMA. Lembro de um pastor pregando sobre as palavras, que são como as águas, e podem ser amargas ou doces. Essas águas não podem correr em uma mesma mangueira.
Uma das consequências de palavras amargas, é a AMARGURA.
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas ó a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem.E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia.Efésios 4: 29 a 31
Entristecer o Espírito Santo me doeu, e a partir de então comecei a realmente pensar sobre isso, não que antes não havia pensado, mas creio que Ele próprio me tocou, pois habita em mim, Graças a Deus.
Não adianta só pensar, mas ter uma certa disciplina e controle de sua língua, afinal ela controla todo o nosso corpo.
A família é o maior bem de Deus na terra. Se não posso ser uma verdadeira cristã dentro de casa, como serei fora?
Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem;Hebreus 12: 14 e 15

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Um dia na Tua presença, melhor do que mil em outro lugar!

















Tenho percebido que amo conhecer a vida e a cultura das pessoas. Por onde eu for, quero saber sua origem e forma de viver. Sempre fui muito curiosa para conhecer os estilos de vida de vários países. Depois que tive um encontro com Jesus, esse desejo aumentou em meu coração e se tornou diferente no sentido de entender as pessoas pelo lado de sua fé e crença. Acabei por buscando encontrar os meus irmãos em Cristo por onde quer que eu vá. Não há nada melhor ao viajar do que encontrar um lugar, um irmão que possa dividir com você seu amor por Jesus.
Há dois anos, tive uma aula no seminário muito interessante sobre a história da igreja do século XX. Aprendi e li a respeito sobre um senhor chamado David Wilkerson.
Segue trechos do livro: "A igreja do Século XX - A história que não foi contada" de John Walker e outros. - "O Ministério de David Wikerson foi um presságio do avivamento que ocorreria na cultura jovem drogada. Tudo começou em 1958, quando era um jovem pastor de uma tranquila paróquia das Assembléias de Deus na pequena cidade de Philipsburg, Pensilvânia. Numa noite de fevereiro daquele ano, bem tardem ele desligou a televisão e sentou-se no seu escritório. Uma indagação veio à sua mente: " Quanto tempo eu gasto na frente daquela tela toda noite?. No mínimo, duas horas. Senhor, que aconteceria se eu vendesse aquele aparelho de TV e gastasse esse tempo - Orando?". Muitas objeções vieram à sua mente contra essa idéia mas mesmo assim ele orou ao Senhor e pediu um sinal sobre isso: "Vou colocar um anúncio no jornal. Se tu estás por trás desta idéia, faça um comprador aparecer imediatamente. Que ele apareça dentro de uma hora...dentro de meia hora..depois do jornal sair ás ruas." Vinte e nove minutos se passaram depois que o jornal com o anúncio chegou às suas mãos.Ele e sua esposa já estavam convencidos de que a idéia não era de Deus quando o telefone tocou. Era um comprador que fechou o negócio pelo telefone sem nem sequer ver o aparelho e se dispôs a pegá-lo dentro de 15 minutos.Desde esse dia a vida de David Wilkerson não foi mais a mesma. Toda noite ia para seu escritório orar.Durante uma dessas noites, enquanto caminhava pelo escritório, deparou com uma revista "Life" em cima de sua escrivaninha e sentiu-se impulsionado a lê-la.Um artigo sobre o julgamento de sete jovens, membros de uma quadrilha em Nova Iorque e acusados de um bárbaro assassinato, chamou sua atenção.Na noite seguinte, na reunião de oração, ele compartilhou com sua congregação sobre o artigo e a idéia de ir para Nova Iorque, onde nunca estivera antes. Um ano mais tarde ele fundou o primeiro centro de recuperação de drogas em Brooklyn, Nova York, chamado "Desafio Jovem". Este foi considerado um dos mais bem sucedidos programas de reabilitação de drogas no país, de acordo com um estudo do governo federal em 1975.Esse programa se tornou modelo para programas similares que surgiram em todo o mundo inclusive no Brasil. "
Passando pelas ruas de Nova Iorque, e observando as pessoas, observei uma quantidade grande de Homeless nome usado nos EUA ao que chamamos de mendigos aqui no Brasil. Eles andam pela rua, sem morada e comida. Nesse dia, vi estacionado perto do meu hotel, uma van, com vários homens servindo comida para esses Homeless em uma grande fila!. Parei e fiquei observando essa cena tão contrastante com as luzes intermináveis da Times Square, que até nos deixa pensar que estamos em plena luz do dia, a qualquer hora. Foi nessa hora que vi, logo em frente a Van, a igreja. Atravessei entusiasmada a rua, pois encontrar irmãos em qualquer lugar, como disse no começo, anima e conforta meu coração. Realmente nessas horas posso entender quando a Bíblia nos ensina que somos irmãos e parte de um corpo. Não importa em que lugar do mundo estaremos, se encontrarmos um irmão em Cristo, ali é a nossa família. Esse prazer é incomparável a qualquer calça jeans da Seven All Making, que queria tanto comprar nos EUA. ( eu amo calças jeans).
Olhei para os informativos dos cultos, quando para minha alegria quem era o pastor da igreja? Ele mesmo, David Wikerson ! Na mesma hora lembrei com detalhes do livro e das aulas incríveis do pastor Harold, contando sobre esse homem. Para maior alegria ainda, estava no início do culto.
Esse foi o maior presente de Deus em nossa viagem. Fomos algumas vezes nessa igreja, e no último dia, foi a pregação do Pastor David.
A quantidade de pessoas de várias nacionalidades e classes socias é absurda. Uma multidão de pessoas freqüentando a igreja e cantando louvores ao Senhor, que nos arrepia só de entrar!.
Ao ver todas aquelas pessoas pensei em como disse anteriormente: Como somos muitos, e como Deus pode conhecer a cada um de nós. Ao mesmo tempo pensei que existem outros cristãos além de nós aqui no Brasil. Quando afirmo isso, é que tive uma certa sensação de que vivo num mundo fechado ao meu redor, e não oro, não leio, não vivo pelo cristianismo no mundo. Vivo dentro dos meus problemas e circunstâncias. Existem milhares de cristãos, milhares de problemas diferentes dos nossos. Mas as vezes também não olho para o meu vizinho, aqui do lado da minha porta. Enfim, a questão é conhecer, observar e orar pelas pessoas que caminham aqui na Vila Madalena, ou lá em Times Square.
Essa igreja chama Times Square Church. Eles vão fazer um dia de oração na Times Square no dia 20 de setembro. Uma reunião gigantesca na rua, todos orando pedindo perdão. Que vontade de estar la nesse dia! Deus abençoe!
Quando entrei nessa igreja, estavam cantando o salmo:
"Melhor é um dia nos teus átrios, do que mil noutro lugar" Salmo 84:10






quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Você ama seu bairro?

Eu nasci em Pinheiros, e como é típico de todo paulistano, nos acostumamos ao bairro e o elegemos como o melhor de São Paulo para se viver. Pode perguntar a qualquer paulistano, a maioria deles vai preferir viver no seu bairro de origem. Salvo aqueles que não tiveram uma básica infra-estrutura. Depois de morar anos no interior de São Paulo, voltei ha há 5 anos viver em Pinheiros. Mesmo amando esse bairro, dói ver a degradação que grande parte dele se tornou,mais precisamente o Largo da Batata. É incrível que em apenas alguns quarteirões dividem-se lugares decentes a lugares horríveis e degradantes. Não quero passar aqui um ar elitista, mas quando afirmo degradação, é pela quantidade absurda de bares e casas clandestinas de prostituição. Passar pela Rua Cunha Gago, na esquina com a Cardeal Arcoverde é necessário tampar o nariz e os olhos....









Algumas casas de prostituição já foram fechadas, outras permanecem abertas, e funcionam em plena luz do dia!!
Dizem que com a vinda do Metrô isso vai mudar, mas não quero que essa tristeza somente mude o endereço, e sim seu modo de viver!!




quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Meu avô

Estou em casa, quando toca o telefone. Era meu avô. Como ele havia me pedido para digitar um texto no computador, ligou para cancelar esse trabalho, pois descobriu que já o tinha e que iria copiar para seu pen drive.
Lembrando das minhas amigas de infânica, e das conversas sobre nossas famílias e avòs, percebi que havia algo diferente com o meu.
Eu escutava elas dizendo do avô fofinfo e calmo, sentado em sua cadeira lendo o jornal, passeando raramente no quarteirão de sua casa. Às vezes um certo tom de autoridade invertida que recai sobre os netos, decide quando e o que fazer com seu avô, pois ele indefeso, não tem mais como opinar. Nessas horas, eu ficava pensando no que falar....
Meu avô tem 91 anos. Ele é uma das pessoas mais decididas e teimosas que eu já conheci na vida.
Meu avô tem um carro que pode ser considerado de"mauricinho" e com ele, vai para cima e para baixo, resolvendo seus assuntos de trabalho, que ainda tem. Ìnumeras vezes, quase que diárias, vai a supermercados, procurando sempre uma boa promoção, nem que seja comprar uma massa fresca no Dicunto, lá na Zona Lesta. Meu avô mora na Zona Oeste!
Meu avô é apaixonado por tecnologia, e hoje tem um computador dos melhores do nosso tempo, e já criou seu próprio Blog, tem msn, e ficou curioso para entrar no FaceBook.
Outro dia fui à casa dele, e todo orgulhoso veio me mostrar sua nova aquisição: uma TV de LCD que comprou via internet. Penso que ele lhe dá melhor com a tecnologia do que eu.
Raras vezes tentei impor minha opinião para ele, pois inevitávelmente ele iria discordar ou impor a sua. Mas umas das coisas que mais gosto no meu avô é a paixão pela história de nossa família.
Desde criança eu sempre fui muito curiosa para saber minha acêndencia, e consegui saber muita coisa através do meu avô.
Meu avô nasceu em São Paulo em 1918. Seu pai e sua mãe eram imigrantes italianos.
Meu bisavô veio fugido da Itáilia, de um vilareijo chamado Veglio Moço, perto da Suiça. Quando digo fugido, sei que é um mistério até hoje para meu avô. Ele diz que seu pai era muito fechado, e até sofreu por isso, e foi saber depois por outros parentes que viera conhecer. Minha bisavò teve uma história bem sofrida: Dona Bartolomea Bartima, a qual eu tive o privilégio de conhecer,veio Brasil com 5 anos. Ela era da Sicìlia, mas não mafiosa rsrs!!Sua mãe, sabia ler e escrever, pois aprendeu com uma Baronesa na Itália, da qual era criada. Por ser uma pessoa instruída para a época, não aceitou morar nas senzalas. Vieram para São Paulo buscar emprego. Com o tempo, teve mais um filho, depois de 7. Mas dessa vez, ela adoeçeu e faleceu. Então minha bisavò, aos 6 anos, teve que tomar conta de seus irmãos, pois seu pai, que trabalhava no Bondinho, não podia ficar em casa.
Bom, essa é umas das várias histórias que meu avô sempre me conta. Ele guarda com ele, todas os passaportes e itens pessoias de nossa família.
Vou falar, quando surgir uma oportunidade, que gostaria de herdar tudo isso. Quero deixar registrado aos meus filhos, a nossa história.
Ao falar do meu avô, lembrei de um versículo que é um mandamento do Senhor:
"Honra teu pai e tua mãe, como te ordenou o Senhor, o teu Deus, para que tenhas longa vida e tudo te vá bem na terra que o Senhor,o teu Deus, te dá. Deuteronômio 5:16
Esse mandamento é para os que creêm e os que não creêm. Toda vez que vejo uma pessoa idosa, mas bem saúdavel, eu lembro desse versìculo e penso: Este deve ter honrado seus pais!!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Sacrifícios de Louvor

Davi estava sofrendo em uma ocasião por ter pecado contra Deus, e estava arrependido.
Por isso ele queria sacrificar ao Senhor, e foi a uma terra de um homem chamado Araúna, que quis lhe dar os animais para o sacrifício, mas Davi não quis receber e disse:
1 Crônicas 21:24
“...Não! Faço questão de pagar o preço justo! Não darei ao Senhor aquilo que pertence a você , nem oferecerei um sacrifício que não me custe nada...”
E logo depois do sacrifício:
1 Crônicas 21: 26 parte b: “... e o Senhor lhe respondeu com fogo que veio do céu sobre o altar de holocaustos.
Hoje não damos animais em sacrifico, mas temos outros tipos de sacrifício.
Um sacrifício é aquele de louvar ao Senhor na dor.
Já senti uma dor, que parece que colocaram um superbonder na minha boca, e não conseguia abri-la para adorar e dizer palavras de amor para Jesus.
Cheguei num estágio que não tinha vontade de orar nem ler a bíblia.
È nessa hora que tive que fazer o sacrifício. Louvar, abrir a boca sem ter vontade.
Reparei na palavra de Deus, que sempre depois do sacrifício vem a vitória (Comunhão com Ele e prazer pela palavra). Essa barreira irá se romper, e como com Davi, o Senhor vai falar!!
Abrir a boca para Louvar está custando muito? Ler a Bíblia e orar está custando?
Vou oferecer esse sacrifício que custe ao Senhor!
Lembrei do louvor: "... Algo que me custe, eu vou te dar, algo que me custe!!"

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

As Senhoras...


Pois é, eu confesso que estava com vergonha, medo, não sei explicar, mas foi difícil pedir para tirar uma foto dessas senhoras. Pensei em coisas do tipo: E se elas se sentirem ofendidas? Mas fui até lá, conversei com elas, e para minha alegria elas toparam. Estas senhoras se reunem nesse supermercado há pelo menos 4 anos, todos os dias no mesmo horário, no mesmo banco. Elas ficam ali conversando, outras só olhando, cada uma com uma história de vida.
Uma delas, começou a falar comigo mais intimamente e pude sentir o sofrimento que ela tenta esconder através de brincadeiras com as amigas.
Nilza, a primeira senhora da esquera para direita, perdeu seu único filho quando ele tinha 19 anos. Ela me contava a história como fosse há poucos anos, mas pela idade dela, percebi que foi há muito tempo.
Eu me comovi com essa história, e ao mesmo tempo me admirei de ver sua força em sair de casa, rir e divertir com as amigas. As vezes, eu por muito menos me desanimo.
Aliás, foi isso um dos motivos da minha alegria em falar com elas, a disposição.
Espero ter esse ânimo sempre!
Fiquei de voltar la, e levar a foto.